Começo com um ditado:
“Há males que vêm para o bem”.
Sem André e Jael, Renato se viu obrigado a começar a partida contra o Atlético Tucumán com o atacante Alisson.
Estrela é estrela.
Alisson, que marcou o gol contra o Estudiantes que levaria para os pênaltis, garantindo ali o Grêmio nas quartas, abriu o placar contra o Tucumán e foi garçom do gol de Everton.
O mesmo Éverton que deixou de ampliar aos 43min finais.
O rival argentino jogou os primeiros 15min.
Pressionou, teve chances, e foi só.
Aos 45min viu Gervasio Núñez ser expulso, indo para o chuveiro antes.
Deveria ter ido para a delegacia.
Outro ditado diz que quem vai ao ar perde o lugar. Alisson deve ter deixado não uma, mas várias pulgas atrás da orelha de Renato.
Tem velocidade e, mesmo atuando mais pelo flanco, mostra cinco oceanos mais serviço do que o caríssimo André.
O Grêmio está virtualmente garantido na semifinal da Libertadores, onde busca o tetra.
Passando, vai encarar o terceiro argentino enfiado: ou River ou Independiente.
Seria a nona participação em semifinal.
Manchete do jornal Olé:
"A Porto Alegre por el milagro".
Texto: "Porque Gremio, campeón defensor, terminó siendo demasiado para los tucumanos."
TUCUMÁN-ARG: Luchetti; San Roman, Bianchi, Cabral e Abero; Mercier, Aliendro (Mauro Mattos), Acosta e Noir (Nuñez); Rodriguez e Leandro Diaz (Barbona) Técnico: Ricardo Zielinski.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon (Thaciano), Cícero, Ramiro, Alisson (Pepê) e Everton; Luan (Douglas) Técnico: Renato Gaúcho.
