Hiltor Mombach

Grêmio, dinheiro e prestígio

Grandes clubes de futebol têm suas épocas douradas, no Brasil cada vez mais efêmeras pois são muitas as instituições disputando espaço e títulos.
A funesta espanholização não desembarcou por aqui, embora o temor de que isto fosse ocorrer.
Conquistas multiplicam dinheiro e prestígio num efeito dominó.
O Grêmio pode terminar a temporada com faturamento de R$ 53 milhões apenas em premiações.
Não é possível mensurar o valor agregado.
Quanto cada jogador valorizou? Quanto vale Arthur após brilhar numa Libertadores?
A boa fase significa mais arrecadação com sócios, alavanca as vendas de produtos e atrai patrocinadores pontuais.
Acho que não erro muito se projetar um faturamento de R$ 100 milhões em 2017, somando apenas premiação, valor agregado, patrocinadores pontuais e venda de produtos.
Daí para mais.
Há algo que dinheiro algum paga: o prestígio da instituição, o orgulho do torcedor e a exposição da marca no planeta.
Com dinheiro é possível manter os bons jogadores e reforçar o time.
Dinheiro vai chamando dinheiro.
O Grêmio está no Mundial e na Libertadores de 2018.
Sabe-se quando este momento começou, no ano passado.
Quando terminará? Ninguém sabe.