Hiltor Mombach

Grêmio e a fadiga dos humanos

Consulto dirigentes do Grêmio dos três escalões _ baixo, médio e altíssimo cleros _ para tirar a febre.
Todos confirmam, com versões diferentes, a ocorrência da fadiga dos metais.
De um, ouço que o pito de Renato após a derrota para o Vasco pelo Brasileiro, dizendo publicamente que três ou quatro jogadores entraram em campo dormindo, foi a gota d’água:
“Eles (os jogadores que se sentiram atingidos) não puderam nem retrucar”.
De outro, que está havendo a fadiga dos metais, ou dos humanos: tensões, picuinhas, protecionismo, pitos, tudo junto e sendo alimentado há quase dois anos (Renato desembarcou em setembro de 2016) começam a fazer efeito.
Pergunto ao dirigente do altíssimo clero se esta fadiga atingiu o limite, se a casa está para cair:
“Ainda não. É administrável e está sendo administrada.
Dá para chegar até o final do ano e conquistando pelo menos mais um título.
Depois, vamos ver...”
Administrar vaidades e disputa de beleza entre jogadores se digladiando por espaço, fama e dinheiro é complicado.
Emblemática esta historinha de um dirigente:
“Vai tempo falei com um treinador famoso que havia deixado o clube logo depois de conquistar um título importante.
Quis saber do motivo.
Ouvi que ele saiu para não ter que mandar para a reserva seus bruxinhos, jogadores de confiança, que ele havia mandado desembarcar”.