Hiltor Mombach

Grêmio e a lógica do ilógico

Tentar entender o futebol todos tentam.
Mas é impossível tratar como lógico esporte tão ilógico.
O Grêmio havia feito 1 a 0 no São Paulo com atuação arrasadora. Para no jogo seguinte ficar no 0 a 0 contra o lanterna América-MG com desempenho pífio e, depois, arrumar outro decepcionante 0 a 0 contra o Santa Cruz, que briga para não cair.
Ontem, contra o candidato ao título Corinthians, teve olé, ola, goleada, recorde de público na Arena e momentos de luxo.
O Grêmio foi do 8 ao 80 e mostrou uma incrível capacidade de se remontar rapidamente.
Vem jogando sem Luan e Walace (na Seleção Olímpica), Giuliano (negociado) e ontem não teve Negueba (machucado). Com três velocistas (Éverton, Pedro Rocha e Bolãnos) e um cadenciador (Douglas) encurralou o Corinthians, metendo pressão no campo de defesa, não deixando o rival respirar.
Obviamente que o Corinthians teve lá seus bons momentos, mas parou em Grohe ou na incompetência do seu ataque.
O Grêmio tem sido um gigante contra os candidatos ao caneco (só perdeu para o Palmeiras, lá), mas volta e meia derrapa contra os modestos.
Tem pinta de campeão. Vai precisar apenas ser um pouco mais lógico.
Será possível diante do futebol tão ilógico?