Nesta semana Grêmio e Internacional publicaram seus balanços nos sites.
Refletem e escancaram o momento distinto vivido pelos dois times no futebol, carro chefe e alavancador de dinheiro.
De uma receita de R$ 266 milhões em 2016, quando ainda estava na Série A, o Inter desabou para R$ 228 milhões no ano passado, quando jogou a Série B.
Faturou também bem menos com a TV: em 2016 entraram R$ 154,4 milhões e em 2017 R$ 107 milhões.
Menos com os sócios: a receita caiu de R$ 61,7 milhões para R$ 55,7 milhões. E menos também com publicidade: de R$ 5,4 milhões em 2016 para R$ 3,3 milhões.
Enquanto isto o Grêmio, vitaminado por taças e por um time que vem encantando o país desde 2015, só faz crescer.
Em 31 de dezembro de 2017, o clube contava com 91.348 sócios, representando um aumento de 10.926 sócios em relação a 2016, o que corresponde a um incremento de 13,6%.
No balanço, o clube registra que “Com isto, a arrecadação do quadro social em 2017 foi de R$ 66,15 milhões, representando um aumento de R$ 14,96 milhões, que corresponde a um incremento de 29,22%.”
Faturou pouco mais de R$ 10 milhões acima do rival. O clube havia arrecadado R$ 53 milhões com os sócios em 2016.
Ar receita de transmissão de TV subiu para R$ 126 milhões, R$ 20 milhões a mais do que em 2016.
Escondido na Série B, o Inter não comemorou a entrada de dinheiro com a venda de jogadores.
Já o Grêmio faturou entre venda e empréstimos atletas R$ 76,7 milhões, contra R$ 17,9 em 2016.
Mesmo com boas receitas e com os bons resultados de campo o Conselho Fiscal fez algumas anotações.
“Ainda que tais resultados sejam louváveis, ainda mostram a forte dependência de receitas extraordinárias, como as luvas de renovação do contrato de TV aberta que ocorreu em 2016 e a venda de atletas no montante de R$ 72 milhões ocorrido em 2017.
Há de se reconhecer o sucesso nesta importante modalidade de receita que é proveniente da formação e compra de atletas com consequente venda, mas o clube precisa adequar suas despesas ao nível das receitas ordinárias, para que, na falta das receitas extraordinárias, não cause desequilíbrio substancial em suas finanças.
O custo da Atividade do Desporto que era R$ 197 milhões em 2016 aumentou para R$ 260 milhões, ou seja, um aumento de 32,2%, ficando 114% do orçado suplementado.
O custo com o Futebol Profissional de R$ 150 milhões ficou em 99 % do orçamento suplementado, teve um aumento em comparação com 2016 em 37%, que foi R$ 109 milhões.”
Aponta ainda que “os maiores passivos financeiros que constam no balanço de 2017 são: Arena Porto Alegrense (R$ 122 milhões); parcelamento de obrigações fiscais como PROFUT e Timemania (R$ 92 milhões); antecipações de receitas contratados através de instituições financeiras (R$ 80 milhões) e participações de investidores e comissões diversas (R$ 65 milhões).
