Hiltor Mombach

Grêmio e Inter, prejudicados e sem força política. Assim como a FGF, a reboque da CBF

Antes, o futebol gaúcho era operado jogando contra os grandes de São Paulo e Rio. Hoje, é aperado por times de prateleiras inferiores, como Bragantino, e da Série B, como o CSA.

Desde sempre o futebol gaúcho vem sendo operado sem anestesia pelos assopradores de apito.
Porém, algo mudou.
Antes, era operado jogando contra os grandes de São Paulo e Rio.
Hoje, é aperado por times de prateleiras inferiores, como Bragantino, e da Série B, como o CSA.
O berro dos dirigentes de Inter e Grêmio não chega ao Chuí.
Não vai muito, o berro de John Textor, dono do Botafogo, repercutiu nacionalmente.
Grêmio e Inter são filiados à Federação Gaúcha de Futebol.
Esta deveria se manifestar publicamente em favor dos filiados.
Porém, por estas excrescências do futebol tupiniquim, os presidentes de federações são remunerados pela CBF.
Cada um pega mais de R$ 2 milhões por ano.
Ou seja, são uma espécie de empregados.
Não se compra briga com o patrão.
Aqui, há paz entre o mar e o rochedo, entre a CBF e a FGF. Grêmio e Inter entram como os mariscos.
O paradoxo é que Inter e Grêmio sustentam a FGF pagando taxas e mais taxas, além de verem descontada parte da renda.
Só no primeiro Gre-Nal decisivo do Gauchão a entidade abocanhou R$ 441 mil.
Resumo da ópera: resta a indignação neste estado que despenca do mapa do Brasil.
Nossa voz é um silêncio retumbante.

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