Volto ao Gre-Nal que apontou o Grêmio como bicampeão do Gauchão.
Disse pouco ou quase nada sobre o dramático empate e a ainda mais dramática decisão nas penalidades.
Não há justiça ou injustiça no futebol.
Há o resultado.
Pelos dois clássicos decisivos, dois empates sem gol e igualdade absoluta, a taça tanto poderia ter ficado na Arena como no Beira-Rio.
É pelo conjunto da obra que o Grêmio mereceu o bi.
Justo campeão pelo apertado dos matas e pela justiça.
Pelos 17 jogos invicto, pelos 38 gols marcados, pelo único gol sofrido, pelas oito goleadas, pela exuberância do toque de bola, pelo encaixe refinado, escancarando um amadurecimento que só se dá com o tempo.
Nem os quero-queros colorados de São Pedro de Serra, que uma vez foi só São Pedro, terra dos meus avós, se atrevem a contestar conquista tão bem alicerçada.
Pode estar chorando as pitangas o vice, que chorar título perdido é do jogo, mas contestar, jamais.
Numa frase, diria que entres mortos e feridos, salvaram-se todos.
Não há demérito em sucumbir nas penalidades contra este Grêmio que se reinventa barrando qualquer princípio de crise.
Não há mais Arthur nem Ramiro. Luan estava no banco, barrado pela má fase (entrou no segundo). Os garotos Matheus Henrique e Jean Pyerre deram conta do recado. Alisson foi bem pela direita.
As formações podem mudar, o esquema de jogo variar, mas este Grêmio parece adaptar-se com alguma rapidez.
Os dois Gre-Nais, disputadíssimos, provaram isto.
O Grêmio foi de um princípio de crise nascido dos tropeços na Libertadores ao título do regional provando com ótimo futebol que deu a volta em dois resultados funestos, nas derrotas diante do Libertad (a única na Arena em 2019) e do Universidad Católica, quando desfilou uma apatia até então desconhecida nos últims anos.
Grêmio e o conjunto da obra
Volto ao Gre-Nal que apontou o Grêmio como bicampeão do Gauchão
