Anota oficial é curta e grossa, sem rodeio: “O Grêmio informa que, no momento, não foi possível realizar a contratação do atleta Gabriel Fernández. As partes, em comum acordo, dão as tratativas como concluídas.”
Odorico Roman é noviço como vice de futebol. Entrou no clube apadrinhado por Koff e ocupa o cargo com o aval de Preis e Romildo Bolzan. Está bem de avalistas, portanto.
Os médicos recomendaram a não contratação do atacante uruguaio. Odorico não contratou. Fez aquilo que muito dirigente experiente deixou de fazer no passado para não pagar vale.
Mico seria contratar e pagar salários para recuperar um jogador, transformando a Arena em hospital. O Grêmio já fez isto em tempos nem tão passados assim. Sem grenalizar mas já grenalizando, o Inter também adotou esta prática.
Não é incomum dirigentes contratarem jogadores machucados ou em recuperação temendo pagar mico. Isto tem nome: lesa-clube.
A boa norma manda o jogador realizar exame médico. Sua contratação depende da sua aprovação. Odorico seguiu a boa norma.
Ainda mais que o Grêmio precisa de um atacante em forma para se entrosar logo. A Libertadores começa no começo de março.
