Hiltor Mombach

Grêmio e o mistério de Lincoln

Conheço um gremista da gema que acha que o Grêmio só vai levantar caneco importante no dia em que o time tiver a cara do Grêmio.
Aqui, é preciso uma explicação.
Ele entende que a cara do Grêmio está na base, nos meninos que aos vão incorporando a instituição.
Ele não gosta da equipe recheada de forasteiros.
Mesmo com a excelente campanha do time neste Brasileiro, este gremista da gema não aprova o modelo atual de futebol.
Diz, irritado, que o Grêmio outra vez relega a base.
Eu cito Luan e Walace como titulares formados no clube e ele retruca dizendo tratar-se de uma falácia: Luan chegou em 2013 e Walace foi formado Avaí.
Chego, finalmente, onde quero chegar. Dias atrás este gremista me perguntou sobre Lincoln.
Dei a informação que tinha no momento: Lincoln havia retornado para o grupo de transição.
Agora, o jornal inglês The Guardian publica lista com 50 jogadores promissores nascidos a partir de 1998. O meia Lincoln é um dos três brasileiros citados.
É classificado como um jogador “rápido, difícil de parar e com uma habilidosa perna esquerda. Interessaria ao Manchester United.
Este gremista da gema não tem dúvida sobre o futebol de Lincoln, assim como os ingleses também não têm. Já o Grêmio parece ter.
Afinal, assim como ele surgiu, ele desapareceu.