Hiltor Mombach

Grêmio e OAS, a história de uma negociação

Fábio Koff assumiu a presidência do Grêmio em dezembro de 2012.
Uma das primeiras medidas foi reunir o Conselho de Administração para avaliar o contrato com a construtora OAS.
A leitura do contrato permitiu a Koff proferir a frase "a Arena não é nossa".
Os primeiros acontecimentos de 2013 deram a Koff a a seus pares a certeza de que o clube ficaria inviabilizado financeiramente em menos de seis meses.
Já em janeiro foi preciso recorrer aos bancos e adiantar verbas.
O próximo passo foi Koff convocar Adalberto Preis, ex-presidente da Grêmio Empreendimentos e integrante do seu Conselho de Administração, para viabilizar estudos que melhorassem a negociação com a OAS.
Preis convidou, entre outros, Irani Santana Júnior, para trabalhar com ele.
E criou três linhas de frente, uma para liderar a vistoria da Arena, indicando para tanto Evandro Krebs, engenheiro civil perito e engenheiro de segurança do trabalho, e Marcos Almeida, arquiteto, e outra para revisão do contrato.
Foram contratadas empresas especializadas para atuar na vistoria e para a montagem de um outro contrato.
A terceira linha de frente estava sob a supervisão do próprio Koff e de seus pares.
Foi contratado um escritório de advocacia especializado em analisar contratos.
Num primeiro momento, a missão era saber se o Grêmio poderia comprar a Arena.
Com a negativa, passou-se para o passo seguinte, ajudar na reforma contratual.
No meio do caminho, diante da intransigência da OAS em ceder, Koff soliciou ao escritório um estudo para apontar formas de rescisão contratual e teria mandado um recado para a construtora: em persistindo a queda de braço, o Grêmio buscaria a rescisão via judicial, questionando muitos atos tomados.
Um deles, por exemplo: a aprovação de aditivos sem que estes fossem submetidos à aprovação do Conselho Deliberativo.
A OAS passou a ceder.
A história é esta e o final está previsto para segunda-feira, com aprovação do novo contrato, que entre dinheiro que não sairá do clube e que entrará no caixa alavanca o Grêmio em cerca de R$ 400 milhões.