Hiltor Mombach

Grêmio e os ciclos

Foi com Romildo, para quem Koff passou o bastão, que o Grêmio conheceu o círculo virtuoso

Koff apresentou seu plano de gestão durante a campanha eleitoral para o biênio 2013-2014 prometendo levar o clube a um círculo virtuoso, encerrando o ciclo vicioso. O Grêmio vinha de um jejum de 15 anos sem conquista importante, de um rebaixamento, o segundo, em 2004, e do funesto caso ISL, que o levou para as manchetes policiais e afundou as finanças.
Foi com Romildo, para quem Koff passou o bastão, que o Grêmio conheceu o círculo virtuoso, conquistando uma Copa do Brasil, uma Libertadores e uma Recopa. 
Depois de 2015, este é o momento mais delicado. Renato deixou como rastro o bônus das conquistas e revelações de jovens e o ônus de um grupo inchado, de jogadores parceiros em final de carreira, que inflacionaram a folha e que hoje pouco ou nada fazem. Obviamente tudo com o aval, consentimento da direção.
Ou Romildo corrige o rumo ou o clube corre o risco de retomar o ciclo vicioso. Os principais ativos, os jogadores jovens, deixarão a vitrina caso o clube siga no rodapé da tabela do Brasileiro. Quem manda no Grêmio é o Grêmio, se é que me faço entender. 
A vitória diante da LDU mostrou como é importante confiar nos garotos.
Pode ser o caminho para o recomeço.