Hiltor Mombach

Grêmio encara o sobrevivente

A obrigação é toda do Grêmio.
Afinal, estamos diante do líder da fase classificatória.
O Brasil de Pelotas surge como um verdadeiro sobrevivente de batalha.
Chegou como virtualmente fora das quartas de final na última rodada, ainda sob o impacto de ter levado 4 a 1 do Inter, para vencer o Passo Fundo.
Tirou o Passo Fundo da briga e, de quebra, contou com um resultado inusitado, a derrota do Veranópolis contra o Cruzeiro.

É 1º x 8º, mas não é jogo jogado. O Brasil tem tradição, camiseta. O Grêmio é o favorito.
Teve apenas quatro tropeços até aqui (foram 9 vitórias), destes três em casa: empate contra Inter e Juventude e derrota para o São José.
O Brasil só venceu três, sendo uma fora.
Seu aproveitamento como visitante é de 38,9%.

Um dado curioso sobre este jogo: o Brasil tem direito a 30% da renda bruta.
O dinheiro será pago pela Arena Porto-Alegrense, que retém toda a bilheteria.
São esperados cerca de 700 torcedores do Xavante. Foram quase 600 no Beira-Rio.

Quem passar estará na semifinal do Gauchão. Hoje, é matar ou morrer.
Nas semifinais e nas finais retorna o mata-mata.

É o Grêmio, o time que mais marcou gol até aqui (29) contra a segunda pior artilharia entre os oito classificados (14).