Hiltor Mombach

Grêmio fez o dever de casa, mas na bola ficou devendo de novo

Vitória por 3 a 1 alivia a tensão em relação ao Z-4, mas rendimento foi bem baixo do esperado

Soteldo (E) foi o destaque na vitória contra o Atlético-GO
Soteldo (E) foi o destaque na vitória contra o Atlético-GO Foto : EDU ANDRADE/Fatopress/CP

Carlos Corrêa / Interino

Nas atuais circunstâncias, o que interessava hoje à tarde na Arena para o torcedor gremista era sair do estádio com os três pontos. E nesse sentido, o objetivo foi conquistado. Com 38 pontos, o clube vê a tensão sobre a proximidade com a zona de rebaixamento ficar cada vez menor. Se não houver surpresas no meio do caminho, o Tricolor vai terminar a temporada com uma vaga na Sul-Americana, o que dado o contexto do ano, com toda a tragédia da enchente, é compreensível.

Dito tudo isso, o placar de 3 a 1 pode esconder o que foi o jogo. Mais uma vez, o Grêmio não foi bem. Menos mal que quem estava pela frente era o Atlético-GO, lanterna com apenas cinco vitórias em 31 jogos e virtualmente rebaixado.

Diante do adversário mais fragilizado da competição, vencer em casa era imprescindível. Ou, como aquele meme em que o pai segura uma faixa para a filha na saída da formatura: “Parabéns, você não fez mais do que a sua obrigação”.

Quando Villasanti fez o terceiro gol, diante de quase 40 mil torcedores, o Grêmio via o Atlético-GO ameaçar aqui e ali. E se havia um jogo que tinha tudo para ser tranquilo, era esse.

Seria ingenuidade achar que Renato vai admitir publicamente os problemas vistos hoje na Arena. Que no vestiário pelo menos o discurso seja outro e o Tricolor tire lições da jornada desta tarde. Nenhum dos outros sete adversários daqui pra frente serão tão fracos como o Atlético-GO.