Futebol não segue receita de bolo.
Não há verdades nem mentiras definitivas.
Tudo é dinâmico como dizia o filósofo Rafael Bandeira dos Santos.
Romildo surgiu como paraquedista na política do Grêmio e, noviço, mas como cavalo do comissário Koff, virou presidente.
No início sem ranços com este ou aquele movimento, sem seguir esta ou aquela cartilha, imprimiu um ritmo novo ao clube.
Não descobriu a roda, mas mudou hábitos de antigos dirigentes.
No segundo tropeço feio de Roger, assumiu as rédeas e mandou desembarcar Renato. Dispensou os serviços de Alberto Guerra e colocou na vice de futebol Adalberto Preis, adepto da filosofia de que assuntos do clube são de economia interna.
Não passou batido, pelo menos para este colunista, o fato de terem cessado os tititis, o diz-que-diz-que do entorno, principalmente do vestiário.
Seguisse alguma receita, alguma lógica, Koff teria tido sucesso no seu retorno como presidente em 2013-2014. Tratava-se de um multicampeão acompanhado de outro, Felipão.
Romildo está por encerrar um jejum que dura eternos 15 anos.
Alguém dirá que ele está quebrando paradigmas.
Errado.
O futebol não tem paradigmas.
Não segue receita de bolo.
