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Moramos num Estado que despenca do mapa do Brasil. Por aqui tudo ganha ares de façanha. Cabemos neste verso da poesia Galo de Rinha do inesquecível Jayme Caetano Braun: “Deus te deu, como ao gaúcho / Que jamais dobra o penacho/ Essa de altivez de índio macho /Que ostentas já quando pinto/ E a diferença que sinto / E que o guasca, bem ou mal! / Só luta por um ideal / E tu brigas por instinto!” Nosso futebol é cascudo. Poderia ser diferente? Cascudo combina com guerreiro, pegada, força... Esquecemos que o Inter da década de 70 esbanjava técnica e que o Grêmio dos anos 90 empilhava títulos menos por ser cascudo e mais por ter um timaço. Por aqui seguimos ao pé da letra uma frase do hino gaúcho: “Sirvam nossas façanhas / De modelo a toda Terra.” O jogo de logo mais entre Rosario Central e Grêmio ganha, assim, caráter épico. Afinal de contas, o Rosario mostrou estar mais time e venceu na Arena. De quebra, a batalha é em reduto inimigo. Também esquecemos que futebol não segue receita de bolo. O Atlético de Madrid que o diga. O Leicester também. É hoje!