Hiltor Mombach

Grêmio, identificando o desencaixe

O Grêmio era uma engrenagem bem lubrificada do meio para frente até a convocação de Walace para a Seleção que disputou a Copa América Centenário.
Walace ficou parado nos 12 dias em que permaneceu nos EUA, voltou em voo fretado, desembarcou pela manhã em São Paulo numa terça-feira, juntou-se à delegação do Grêmio à tarde em Porto Alegre para encarar a Chapecoense, em Chapecó, no dia seguinte.
Ainda não encaixado no seu sistema defensivo, o time de Roger desencaixou do meio para frente por ter Walace sem continuidade e não repetir a dupla de volantes.
O Grêmio tem na força do seu conjunto a sua maior virtude.

Hoje, contra o Santos, o Grêmio não terá mais uma vez seu melhor zagueiro, Geromel, e um dos volantes titulares, Maicon.
Jogará do meio para frente com Walace e Jaílson; Douglas e Giuliano e Luan e Éverton.
Jaílson entra mais entrosado.

Quatro dos seis que começarão a partida são titulares absolutos, Éverton é primeiro reserva e Jaílson está se afirmando. O sucesso nesta noite depende da mecânica de jogo imposta por Roger.
Acima de tudo, vale esta verdade: o Grêmio esgotou seu estoque de desculpas e não tem gordura para queimar.