Hiltor Mombach

Grêmio inaugura uma nova era no futebol

O curioso da evolução da importância dos vices de futebol nos clubes é que não há uma evolução, mas uma involução

Rossato comanda a vice-presidência de futebol do Grêmio
Rossato comanda a vice-presidência de futebol do Grêmio Foto : Angelo Pieretti /Grêmio

O curioso da evolução da importância dos vices de futebol nos clubes é que não há uma evolução, mas uma involução.

Chumbado ao fracasso, o vice de futebol do Grêmio, Alexandre Rossato, não se autodemitiu nem demitiu o treinador Mano Menezes após a catastrófica derrota diante do lanterna Sport, a cereja de um bolo cravejado de desarranjos.

Rossato cometeu ali um honestíssimo mea-culpa. Passa por ele a montagem deste arremedo de time.

Como defesa, ele poderia alegar, com justa razão e sem ser desmentido, ter recebido um grupo com cárie dentária, herança de um paraquedista amigo do presidente.

Vices de futebol foram transformados em recadeiros. Essa é que é a verdade, essa é que é a realidade.

Num ato patético, diante da defesa inflexível do trabalho do renomado treinador, ouviu-se, como um resmungo, o próprio Mano deixar uma porta aberta para sair, como quem diz menos, Batista!

De forma inédita, está inaugurada a era em que o técnico é mais realista do que seu superior hierárquico.