O curioso da evolução da importância dos vices de futebol nos clubes é que não há uma evolução, mas uma involução.
Chumbado ao fracasso, o vice de futebol do Grêmio, Alexandre Rossato, não se autodemitiu nem demitiu o treinador Mano Menezes após a catastrófica derrota diante do lanterna Sport, a cereja de um bolo cravejado de desarranjos.
Rossato cometeu ali um honestíssimo mea-culpa. Passa por ele a montagem deste arremedo de time.
Como defesa, ele poderia alegar, com justa razão e sem ser desmentido, ter recebido um grupo com cárie dentária, herança de um paraquedista amigo do presidente.
Vices de futebol foram transformados em recadeiros. Essa é que é a verdade, essa é que é a realidade.
Num ato patético, diante da defesa inflexível do trabalho do renomado treinador, ouviu-se, como um resmungo, o próprio Mano deixar uma porta aberta para sair, como quem diz menos, Batista!
De forma inédita, está inaugurada a era em que o técnico é mais realista do que seu superior hierárquico.
