Hiltor Mombach

Grêmio já poderia ter adquirido a gestão da Arena: “Deixamos a tartaruga escapar”.

“O maior lamento foi o Grêmio não ter adquirido a gestão da Arena a partir de 2016, depois da operação Lava Jato, pois os custos de financiamento estavam em R$ 120 milhões, parcelados em 10 anos...”

Irei publicar no sábado, na coluna do Correio do Povo e no blogue, entrevista com Gladimir Chiele.
Ele é conselheiro do Grêmio e advogado.
Elaborou a análise crítica do contrato Arena em 2009. Suas previsões se confirmam.
Na gestão Romildo, colaborou no processo no TCE e no acordo judicial em 2019/2020.
Uma das perguntas feitas é se o Grêmio não tinha como comprar a Arena com orçamentos anuais de quase meio bilhão.
A Arena foi comprada pelo empresário Marcelo Marques por R$ 130 milhões.
Ele doará o estádio para o clube.
Resposta de Chiele.
"Somente a antecipação da receita de televisão feita pela atual administração ficou na casa de R$ 92 milhões. Em vez de comprar jogadores cujo resultado ainda agora é duvidoso, poderia ter sido investido na compra da gestão.
E ainda parcelados.
Em resumo, vale dizer que deixamos a tartaruga escapar.
O maior lamento foi o Grêmio não ter adquirido a gestão da Arena a partir de 2016, depois da operação Lava Jato, pois os custos de financiamento estavam em R$ 120 milhões, parcelados em 10 anos, e a antecipação da gestão poderia ser negociada naquela época por valores inferiores aos R$ 50 milhões atuais."

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