Hiltor Mombach

Grêmio, Lanús e Obama

O lema da campanha que elegeu Barack Obama presidente dos Estados Unidos foi ‘’yes, we can’’.
No Espanhol, “sí, si puede’’ e, em português, ”sim, nós podemos”.
O Lanús conseguiu uma virada histórica para chegar na final da Libertadores.
Perdeu por 1 a 0 na ida da semifinal para o River Plate, no Monumental de Núñez, e largou levando 2 a 0 em La Fortaleza.
Fez inacreditáveis 4 a 2, com direito a atuação no gol derradeiro do árbitro de vídeo, utilizado pela primeira vez no torneio.
Arraigado ao lema “sí, si puede’’, irá para a segunda partida, no dia 29, na Argentina.
Sentenças tão afirmativas costumam ser contagiantes, são motivacionais.
Quem pode reverter um 3 a 0 (placar agregado) em 50min pode tudo, ou quase.
O Lanús marcou seu primeiro gol aos 45min do primeiro tempo e mais três no segundo.
Mas, e há sempre um mas em tudo, o Grêmio irá vacinado para o segundo jogo.
Se, sempre no condicional, se fizer 1 a 0 na Arena, nesta quarta-feira, irá para a Argentina vestindo a sua camiseta, a camiseta do Grêmio.
Não sei se me fiz entender.
Este River parecia uma fraude, um time de Cabul disfarçado.
Aceitou indiferente, indolente, o rival empilhar gols e mais gols.
Contra o Grêmio serão outros quinhentos.