Hiltor Mombach

Grêmio leva a vaga no grito. E a história da briga do rochedo com o mar

Entre o mar e o rochedo, nesta briga entre Grêmio e Inter para ver quem vence a queda de braço do condicionamento da arbitragem, o marisco levou a pior. O marisco é o Juventude.

Juventude X Grêmio
Juventude X Grêmio Foto : Fabiano do Amaral

Termina o jogo em Caxias, o Grêmio ainda comemora a classificação para a final do Gauchão, e envio uma mensagem para o o ex-árbitro Carlos Simon.
Para os desavisados, apresento Carlos Eugênio Simon.
Trata-se de um dos mais respeitados árbitros da história do futebol brasileiro, jornalista formado pela PUC-RS e pós-graduado em Ciências do Esporte.
Hoje ele atua como comentarista de arbitragem dos canais ESPN.
Queria saber se ele havia visto a partida e, em caso positivo, o que achava do gol de Gustavo Martins, de bicicleta, que mudou o cenário da decisão da semifinal diante do Juventude.
Aquele gol levou para os pênaltis e garantiu a vaga do Grêmio.
Lembro que no lance Gustavo Martins acerta a cabeça de Mandaca.
"Jogo perigoso com contato físico. Tiro livre direto.
Simon aproveita e cola na mensagem a seguinte regra:
"Por jogo perigoso entende-se toda a ação de um jogador que, ao tentar jogar a bola, põe em risco a integridade física de qualquer jogador, (incluindo ele próprio).
O jogo perigoso é cometido na proximidade de um adversário, impedindo-o de jogar a bola por receio de ser lesionado.
Os pontapés de “tesoura” ou de “bicicleta” são autorizados, desde que não constituam perigo para o adversário."
Depois, li a opinião de outro ex-árbitro e hoje o comentarista de arbitragem da ESPN, Leonardo Gaciba:
"Para mim, gol do Grêmio foi irregular.
No momento que faz a bicicleta, o jogador do Grêmio, na minha opinião, comete jogo perigoso.
Ou seja, jogada perigosa, com contato físico.
Na minha interpretação, gol irregular".
Diante dos fatos tenho um argumento: o Grêmio ganhou a vaga no grito.
Foi o berro da direção após o primeiro jogo, na Arena, quando a arbitragem sonegou um pênalti em Monsalve, que garantiu a classificação para o final.
Encerro com duas perguntas.
Tivesse o lance perigoso acontecido no meio de campo o árbitro daria falta?
Tivesse o gol acontecido numa partidas às brincas seria invalidado?
Minha intuição diz que que sim.
Entre o mar e o rochedo, nesta briga entre Grêmio e Inter para ver quem vence a queda de braço do condicionamento da arbitragem, o marisco levou a pior.
O marisco é o Juventude.

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