Grêmio Novo completa uma década de existência
JORGE BASTOS, presidente do Movimento Grêmio Novo
Foi pela iniciativa de um grupo de sócios patrimoniais que nasceu o Movimento Grêmio Novo, defendendo uma maior participação dos associados na vida do Clube, além da democratização do sistema eleitoral.
Entre as razões que motivaram o surgimento do MGN estavam defender: transparência e modernização na Gestão; eleição proporcional para o Conselho Deliberativo; eleição direta para Presidente do Clube; Gestão Executiva profissionalizada; oxigenação constante do Conselho Deliberativo e dos Dirigentes.
Na época (maio de 2000) a criação de um movimento de associados não repercutiu muito bem entre a maioria dos conselheiros do Grêmio. Alguns nos chamavam pejorativamente de “grupelho”. Muitos imaginavam que o MGN seria um movimento temporário que buscava algumas vagas na renovação do Conselho Deliberativo para depois se extinguir.
O tempo se encarregou de mostrar que estas lideranças não tinham razão. Estavam equivocadas.
Começamos distribuindo nosso material informativo na rua de acesso ao estádio Olímpico. Depois passamos para o pórtico e logo já estávamos nos portões 1, 2, 3 e 5. Era gerada muita desconfiança sobre os propósitos do movimento, porém, aos poucos, este sentimento foi sendo alterado, ao ponto de muitos associados buscarem informações sobre o Clube com os integrantes do MGN.
A solidez e o crescimento do Grêmio Novo fizeram com que algumas lideranças do Clube buscassem uma aproximação com vistas à melhor conhecer nossos pressupostos. Foi a oportunidade de demonstrarmos que éramos um grupo sério e responsável.
Não abríamos mão de duas propostas, verdadeiras bandeiras de lutas, que seriam as eleições proporcionais para o Conselho Deliberativo, com vistas a permitir uma permanente e considerável renovação do Órgão e as eleições diretas para Presidente do Grêmio, visando permitir que os verdadeiros “donos” do Clube, seus associados, escolhessem o seu candidato preferido.
Em 2002 realizamos a campanha “Presidente do Centenário – Eu quero votar”, com informativos, adesivos de carro e botons, gerando comentários de contrariedade no Conselho Deliberativo e muita simpatia junto aos associados.
Em 2004 houve a reforma estatutária do Clube, atendendo as nossas expectativas de mudança. Nesta época já participávamos do Conselho Deliberativo com quatro conselheiros titulares e seis suplentes. Hoje somos 20 conselheiros titulares.
Em 2005 participamos da primeira eleição direta para escolha do Presidente do Grêmio. Fomos eleitos na chapa do Presidente Paulo Odone e participamos das Gestões 2005/2006 e 2007/2008, contribuindo para o retorno do Clube à primeira divisão; gerenciando o incremento do quadro associativo, passando de cerca de 5 mil sócios para quase 50 mil; buscando a profissionalização da Gestão; defendendo um forte investimento nas categorias de base inclusive na estrutura em Eldorado do Sul; incentivando a criação das escolinhas conveniadas; ajudando na ampliação do número de lojas e atuando no desenvolvimento do projeto Arena.
Atualmente o MGN não participa da Gestão do Clube. Estamos propondo junto ao Conselho Deliberativo para as próximas eleições, a possibilidade de termos urnas disponíveis nas cidades de maior número de associados do Grêmio no interior do estado, buscando a valorização dos consulados.
Acreditamos também, que a votação por correspondência e pela Internet será inegavelmente o melhor meio de incrementar o nº de eleitores nos processos de escolha da renovação do conselho e do presidente do clube.
Estamos prontos para continuar nossa caminhada em busca do fortalecimento da democratização da instituição.
Neste intuito, estaremos participando da próxima eleição para renovação do Conselho Deliberativo, com o objetivo de renovar pelo menos 1/3 do órgão, ou seja, cerca de cem conselheiros que já deram sua devida contribuição ao Clube e que deverão ceder seu lugar para que novas lideranças de diferentes grupos representativos de associados tenham a oportunidade de também participar da vida política do Grêmio.
Também estaremos buscando a participação no executivo do Clube a fim de instituir uma Gestão altamente profissionalizada, permitindo que o Conselho de Administração funcione como estabelecido estatutariamente.
O Movimento Grêmio Novo defende a convergência de princípios e não o conchavo político. Sempre estivemos abertos ao diálogo com os demais grupos que atuam no Clube. Não somos radicais, porém, defendemos de forma abnegada o direito ao sócio participar da vida política do Grêmio.
Dez anos de existência. Dez anos de participação. Dez anos de muitas idéias, projetos, propostas e trabalhos.
Tudo por um único objetivo: o nosso Imortal Tricolor.
