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Envolvida no escândalo da Operação Lava Jato, a OAS passou a ser uma empresa inadimplente depois que se negou a quitar uma dívida de mais de R$ 100 milhões. A empreiteira está cortando gastos e contratou uma empresa para elaborar um plano de venda de seus ativos. Quer negociar desesperadamente. Com a crise, mais credores baterão à porta para cobrar. Numa conta da agência Fitch, a dívida total da OAS somava R$ 7,7 bilhões há três meses. E havia em caixa R$ 1,4 bilhão. A estratéria da constutora seria a de não pagar bancos e investidores e manter fluxo de caixa para tocar suas obras. A OAS terá que pagar para o Banco do Brasil, Banrisul e Santander cerca de R$ 42 milhões em 2015 pelo financiamento da Arena. Os três bancos foram repassadores do BNDES. A dívida com estes bancos gira atualmente em torno de R$ 170 milhões, a ser paga pelos próximos cinco ou seis anos. A OAS teria, assim, no condicional, depositado seis meses de forma antecipada. Caso a OAS de torne inadimplente, os bancos executarão a Arena Porto-Alegrense e seu fluxo financeiro como bilheteria, camarotes, lojas... Este colunista obteve a informação de importante dirigente gremista de que a OAS deu como garantia dos empréstimo de R$ 210 milhões para construção da Arena a própria Arena Porto-Alegrense, da qual o Grêmio detém 65% do lucro líquido. A Arena Porto-Alegrense, uma sociedade anônima de capital fechado pertencente ao grupo OAS e que administra o estádio, registrou no seu primeiro ano um prejuízo de R$ 42,7 milhões. Segundo este dirigente gremista, “em caso de inadimplência, os bancos executarão a Arena Porto-Alegrense, repassando a empresa, pois não haverá interesse na exploração do estádio. Neste caso, devem tentar repassar ao maior interessado, o Grêmio”. A OAS pediu R$ 300 milhões ao Grêmio para vender a Arena. Ainda segundo o dirigente, “é possível que diante da crise negocie o estádio pela dívida bancária. O Grêmio teria que assumir um financiamento de R$ 170 milhões. Não há como pagar isto em cinco, seis anos. Mas é possível pagar em 10 anos. Porque em 10 anos o Grêmio teria que pagar para a OAS R$ 180 milhões pela migração dos sócios (R$ 18 milhões por ano). Este negócio seria viável.” Este colunista não conseguiu falar com nenhum dirigente da OAS. Os ainda em atividade, não atendem o celular. O dirigente do Grêmio pediu anonimato. Telefonei para Fábio Koff, ex-presidente gremista que negocia com a OAS. Cai na secretária eletrônica.