Renato emparedou Caleffi.
"É preciso trazer dois ou três jogadores de velocidade pelo lado. Entendo a parte financeira do clube, mas o torcedor merece que briguemos.
E, para brigar, você precisa gastar.
Se gasta, briga.
Se não gastar, vou entender, mas não exijam que o Grêmio seja campeão do Brasileirão ou da Copa do Brasil. Eu não vou iludir ninguém".
Há pouco mais de um mês o discurso era outro:
"Tenho visto muitos jogos de todas as equipes.
Com respeito aos outros, hoje o Grêmio não está devendo para nenhuma outra equipe. Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG...."
Após a derrota para o Cruzeiro, o goleiro Adriel serviu como manobra diversionista.
Depois do empate em 3 a 3 diante do Bragantino, faltaram jogadores de velocidade.
Não foi por isso que o time levou um baile no primeiro tempo.
Perdeu completamente o meio de campo.
Fosse outro treinador que fizesse cobrança tão forte após mais uma atuação apática e seria demitido.
Mas Renato é Renato.
Nas últimas cinco partidas (quatro pelo Brasileiro e uma diante do modesto ABC pela Copa do Brasil) o Grêmio não teve boa boa atuação sequer.
Caleffi é o vice de futebol.
Como ficou?
Se ele trouxer reforços, o Grêmio quem sabe será protagonista.
Se não trouxer, Renato lavou as mãos.
O Grêmio tem que correr atrás de dinheiro todos os meses para não atrasar salários.
O balancete a ser apresentado em breve apresentará déficit.
A salvação da lavoura será a entrada das luvas da LIbra, a Liga, mais de R$ 200 milhões.
Se entrar.
Ou a venda de jogadores.
É o Grêmio x Grêmio.
Renato x Caleffi.
Grêmio: Renato emparedou Caleffi
Se Caleffi trouxer reforços, o Grêmio quem sabe será protagonista. Se não trouxer, Renato lavou as mãos.
