Hiltor Mombach

Grêmio, Romildo e o Piratini

Neste momento Romildo está sendo sustentado por Romildo, pelo seu sucesso como gestor e canecos no armário

A  colunista do Correio do Povo Taline Oppitz informou que Romildo Bolzan Júnior colocou o nome à disposição do PDT para disputar o Piratini em 2022.
Há quem afirme que Romildo usou o Grêmio como trampolim político partidário. Não usou.
Romildo não foi candidato dele mesmo à presidência do Grêmio. Também não se autoelegeu e cumpriu todos requisitos estatutários. Concorreu indicado pelo lendário Koff e fez 71,4% dos votos. O único pedido de Koff foi de que, quando Romildo buscasse algum cargo político, deixasse o clube. Romildo certamente fará isto.
Koff para este colunista em agosto de 2017: “Não ficaria surpreso se ele (Romildo) saísse do Grêmio e fosse candidato a algum cargo político porque ele é um ente político. Ele tem muita habilidade política. É inteligente, é competente, é capaz."
Paulo Odone também não fez do Grêmio trampolim político. Odone era um político nato. O mesmo não se pode dizer de José Otávio Germano em 2001 e 2002 como vice de futebol.
O Grêmio dá visibilidade, mas não é garantia de nada. Uma gestão deficitária e sem títulos implode qualquer tentativa de busca de cargo político, ainda mais ao governo estadual. Neste momento Romildo está sendo sustentado por Romildo, pelo seu sucesso como gestor e canecos no armário. E obviamente pelo seu passado como líder partidário e prefeito de Osório por três mandatos.