Hiltor Mombach

Grêmio: tirando a febre do momento

Nos momentos em que preciso tirar a febre bem tiradinha do Grêmio (do Inter também) consulto dirigentes de todos os cleros, o baixo, o médio e o altíssimo.
Fiz isto nesta quinta-feira, dia posterior ao 1 a 0 do Flamengo que eliminou o Grêmio da Copa do Brasil nas quartas de final.
Todos os cleros, um com mais veemência do que o outro, apontam a saída de Arthur pelo momento de turbulência.
E pelas contratações equívocadas até aqui para o ataque.
Perguntei sem rodeios se o presidente Romildo Bolzan não deveria, ou poderia, ter mantido o volante Arthur até o final da temporada.
Ouvi a seguinte história, que eu conhecia em parte. A ida antecipada de Arthur para o Barcelona tirou o sono de Romildo por uma semana.
Pela antecipação da negociação, o clube recebeu uma compensação financeira.
A grana gira em torno de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 13, 23 milhões).
Este valor se soma aos quatro 4 milhões (R$ 19,44 milhões) já pagos pela preferência da compra do clube catalação, aos quais ainda terão um acréscimo de 26 milhões de euros (R$ 114,66 milhões).
O X da questão: a ameaça de que o Barcelona não concretizaria a negociação se Arthur não fosse agora.
Era pegar ou largar.
Encurralado, Romildo fez o negócio.
Qualquer dirigente de qualquer clube do futebol do Brasil faria o mesmo.