Por Carlos Corrêa
Não há nenhum outro time que no Brasil jogue hoje um futebol tão bonito de se ver como o Grêmio, unindo toque de bola e objetividade.
No entanto, salvo raros exemplos como a Seleção Brasileira de 1982 ou a Holanda dos anos 1970, o que fica mesmo para a história são os vencedores.
No fundo, o que conta é faixa no peito e taça no armário. Escrevo isso para lembrar que todo cuidado é pouco para o Grêmio no jogo desta noite com o Cruzeiro.
Por mais que o momento tricolor seja melhor, os mineiros têm camisa, um técnico experiente e uma porção de títulos da Copa do Brasil.
Em condições naturais de temperatura e pressão, o resultado mais provável seria uma vitória gremista hoje na Arena.
Mas a partir do momento em que se chega a uma partida com este caráter decisivo, uma semifinal, uma final, nenhuma condição é tão natural assim.
É preciso redobrar a atenção, ainda mais em duelos onde existe o saldo qualificado.
Vitória por 1 a 0 hoje, por exemplo, é goleada, porque, no caso de um golzinho no jogo da volta, o Cruzeiro já estaria obrigado a marcar três.
Posso estar muito enganado — não raro isto acontece, é bem verdade — mas tendo em vista que a outra semifinal traz Flamengo e Botafogo, acredito que o jogo mais difícil no caminho tricolor até o título, é contra este Cruzeiro de Mano.
Portanto, muita, mas muita cautela ao Tricolor.
