Para o vice-jurídico do Grêmio, Nestor Hein, o clube tornou-se persona non grata, ou entidade non grata, para a Conmebol.
Não apenas pelo episódio da semifinal da Libertadores deste ano contra o River.
Na final do ano passado, contra o Lanús, o Grêmio enviou comunicado a quatro patrocinadores da entidade pedindo uma espécie de supervisão na questão do fair play.
Por ter duvidado da lisura da Conmebol foi multado em 104 mil dólares.
O Grêmio mandou uma comitiva ao Paraguai para uma reunião com a diretoria da Conmebol onde exigiu arbitragem isenta na final contra o Lanús na Argentina.
Mesmo assim teve que entrar com um pedido formal na Conmebol para retirar o ex-árbitro Héctor Baldassi, escalado como assessor internacional.
Foi por conta da nacionalidade de Baldassi, que é argentino, em uma disputa direta pelo título com um time da Argentina.
O Grêmio teria dito nesta reunião que na primeira suspeita de favorecimento ao Lanús pela arbitragem mandaria o time sair de campo, promovendo um escândalo internacional.
Mais: teria dito aos patrocinadores da Libertadores, ou feito a informação chegar até eles, de que faria isto, ou seja, mandaria os jogadores deixar o gramado em caso de imparcialidade do juiz.
A direção estava vacinada, já que o time argentino havia sido indecorosamente favorecido na primeira partida, na Arena, em Porto Alegre.
Nestor Hein é de opinião de que o Grêmio nem deve mandar representante no sorteio no Paraguai caso o time garanta vaga na Libertadores de 2019.
