A final da Copa do Brasil estava escrita desde o primeiro jogo, quando Grêmio e Galo venceram como visitante.
Não apenas por isto.
O Grêmio fez 2 a 0 no Cruzeiro lá, tem mais time e melhor entrosamento.
O Galo fez 2 a 1 aqui, tem mais time e jogadores melhores tecnicamente.
Não estava escrito, porém, a dramaticidade dos dois jogos.
O Cruzeiro foi melhor no primeiro tempo e assustou os mais de 50 mil que foram na Arena.
E começou bem a segunda etapa.
Foi só depois dos 20min que o Grêmio pressionou.
Ficou no 0 a 0.
O Inter não se intimidou contra o Galo.
Abriu o placar, levou o empate, voltou a ficar na frente e cedeu o 2 a 2.
Marcasse mais um e estaria na decisão.
Não deu, embora o susto do torcedor do Atlético.
No final, o Inter reclamou de uma penalidade do Galo.
Até os quero-queros de Carlos Barbosa sabem que a prioridade é se distanciar da zona da degola do Brasileiro.
Grêmio e Galo são dois times verticais.
O Grêmio fugiu um pouco do seu padrão ontem contra o Cruzeiro até os 20min finais, quando voltou a ser o Grêmio e poderia ter vencido.
Não há favorito, embora o Grêmio esteja mais encaixado defensivamente em relação ao Galo.
Vai pesar muito o local do segundo jogo.
Se for na Arena, prepare-se para o penta.
