Hiltor Mombach

Grêmio x OAS: leilão, execução da dívida, fundos abutres...Uma disputa que parece não ter fim

Grêmio e gestora, a Arena Porto-Alegrense, braço da OAS, que virou Metha, seguem uma disputa que começou em 2012. Sem solução.

Grêmio e gestora, a Arena Porto-Alegrense, braço da OAS, que virou Metha, seguem uma disputa que começou em 2012.
Sem solução.
O Grêmio reclama que não consegue comprar a gestão do estádio, da não realização das obras do entorno e do descaso da gestora com o estádio e com o torcedor.
Fábio Koff havia previsto o que está acontecendo.
Em 2917 disse a este blogueiro que o entorno não seria realizado e que o Grêmio deveria ter colocado cláusula no contrato prevendo o desgaste da Arena e as reformas necessárias.
Vai algum tempo o Grêmio comprou créditos. Adquiriu a dívida de R$ 109 milhões da Arena Porto-Alegrense com o Banrisul. Para quitar o valor, o clube pagou R$ 20 milhões ao banco.
Na época, recebi a seguinte mensagem se alguém que conhece o assunto:
"Se tivesse comprado também os créditos dos outros 2 bancos (Brasil e Santander) o Grêmio estaria com a faca e o queijo na mão, considerando que a garantia é a superfície.
Neste caso, executando a dívida, ficaria com a superfície, que nada mais é do que a gestão da Arena. Sendo credor só da parte do Banrisul, um dos caminho é mais tortuoso e arriscado: executar a sua parte da dívida e forçar um leilão.
Os desdobramentos que isso pode acarretar são variados."
Fui ouvir ‎a parte da OAS. Perguntei o que aconteceria se o Grêmio executasse a sua dívida. Resposta.
"O Grêmio virou credor de uma dívida que já está em execução. Tramita em São Paulo o processo de execução desta dívida.
As garantias que estão à disposição desta execução são o estádio (mas este só pode responder por 12% da dívida) e as ações da empresa Arena . Esta execução pode continuar, mas tem muito problemas:
1. O estádio vale 700 milhões, mas assegura a apenas 10% da dívida de cerca de 300 milhões! O saldo da arrematação não utilizado para pagamento da dívida deve ser devolvido ao devedor;
2. ⁠o Grêmio como credor, não pode ficar com o estádio;
3. ⁠as ações da Arena também penhoradas não devem encontrar arrematante, pois trata-se de empresa que tem como ativo apenas a gestão do estádio que acabará logo ali, em 2033 (e não estamos nem perto da realização de um leilão)…
4. ⁠o estádio não pode ser arrematado por preço vil. Tem que ser o valor da avaliação ou ao menos 60% disso… O Grêmio comprou essa dívida pois foi pressionado pelo Banrisul, que estava estava disposto a vendê-la para o fundo
Esse fundo não é um fundo abutre, é um fundo poderoso, com muitos ativos. O Grêmio ficou com medo que eles tivessem toda a dívida.
O assunto é complexo.
Diante disso, o Grêmio tem tentando compensar esse crédito com dívidas que tem com a Arena. E tem adotado postura beligerante que, ao meu ver, não levará a nada, apenas a mais perda de valor! Dinheiro gasto com advogados, perda do foco no futebol etc."

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