Hiltor Mombach

Grandes vendavais

Grandes vendavais

Sou do tempo dos grandes vendavais. Um domingo como este, de hoje, era de vigília na certa. O fracasso num Gre-Nal decisivo vinha carregado de dramaticidade e era indicativo de mudanças radicais. Sou do tempo em que treinador que perdesse um Gauchão não dormia treinador arrastando em seu pesadelo toda a comissão técnica.

Hoje estamos assim: qualquer que seja o resultado não soprará uma brisa. A queda da Libertadores, por exemplo, não fez um ventinho. Antônio Vicente Martins e Siegmann seguirão firmes como uma rocha, assim como Renato e Falcão. Seguirão firmes mesmo com todo um primeiro semestre jogado no lixo.

Vejam: estou tão-somente relatando como eram os tempos dos grandes vendavais e os mais antigos certamente lembram deles.Não estou dizendo que eram tempos melhores ou piores. Mas se quiserem minha modestíssima opinião, eram piores.

Só mesmo uma hecatombe, uma imprevisível goleada, para mudar o destino do domingo e provocar alterações. É menos vergonhoso perder o campeonato do que levar uma sacola de gols. Pelo que vi nos dois Gre-Nais realizados nos últimos dias, não há chance de ocorrer goleada. Portanto, não teremos mudança.