Carlos Corrêa / Interino
Começa hoje à noite, no estádio Beira-Rio, uma sequência de dois Gre-Nais que nenhum dos dois lados queria jogar no momento, já que ambos os times andam cambaleantes na temporada. Mas não há escolha. E o clássico pode ter consequências diferentes dependendo do resultado agregado ao fim da próxima quinta-feira. Quem vencer, obviamente, vai ganhar uma dose extra de confiança e mais paciência da torcida, além, é claro, de R$ 9 milhões na conta. A questão é o que vai acontecer com quem perder o duelo. É aí que estão as prováveis diferenças.
No caso do Grêmio, o destino de Luís Castro parece traçado. Se o time se classificar, ele segue no Tricolor, apesar de as contestações estarem em uma curva ascendente. Do contrário, não há multa ou convicção da direção que mantenha o português na Arena. A declaração do executivo de futebol Paulo Pelaipe no domingo é indicativa disso: se os resultados não vierem, vão sentar e conversar. Aliás, é pouco provável, mas dependendo do resultado do jogo desta noite, talvez até mesmo um tropeço em casa contra a Chapecoense, domingo, na Arena, pode abreviar a passagem de Castro pela capital dos gaúchos.
O caso do Inter é diferente. Paulo Pezzolano pode tomar algumas decisões equivocadas eventualmente, mas há um senso geral de que o time só não está em uma situação ainda pior graças ao trabalho do técnico uruguaio. Portanto, nem mesmo uma eliminação para o rival deve ter como consequência a saída dele. Mas, claro, depende da derrota. Um resultado por goleada ou algo do tipo pode mudar tudo.
