Em maio, Grêmio e Inter deixaram a rivalidade de lado e se uniram para ajudar a população afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Com a Arena e o Beira-Rio alagados, os dirigentes dos dois clubes entabularam formas de, juntos, combaterem as adversidades.
Unidos pela tragédia, os times viraram nômades, jogando aqui, ali e acolá.
Em junho, com o estádio alagado, o Grêmio mandou o primeiro Gre-Nal do Brasileiro no Couto Pereira.
Esperava, de forma tácita, retribuição.
Porém, com o Beira-Rio em dia, o Inter mandará o confronto do dia 19 no seu estádio.
Fica escancarado o prejuízo do Grêmio.
Pouco importa que não tenha havido um acordo assinado sobre onde mandar os clássicos.
Pela igualdade, o Inter deveria oferecer ao Grêmio a chance de realizar o jogo em local neutro ou uma carga maior de ingressos.
O mundo está carente de gentileza, de ser tocado, contagiado, por ações nobres.
A Lei de Gerson deveria ser varrida.
