Amigos, eis o acontecimento: o atacante Aravena, do Grêmio, sofre falta do lateral-direito do Inter, Braian Aguirre, dentro da área.
O mundo viu pênalti.
Os quero-queros de Guaporé exclamaram: pênalti!
Lembrei da minha infância, de que em momentos assim pegava a pelota e colocava na marca da cal com a concordância do adversário tamanha a evidência da falta.
Dois ótimos analistas de arbitragem saltaram: pênalti escandaloso.
O árbitro do VAR viu pênalti.
Que fez o juiz?
Chamado para conferir no monitor, esbofeteou a regra.
Com uma frase o assoprador de apito decretou o fim do pênalti.
Sim, assassinou e sepultou.
Eis a sentença: "Não vi nada de diferente".
Resumindo: não viu o pênalti nem ao vivo nem no monitor.
Foi possível ver as expressões estupefatas da multidão gremista.
Diante do pênalti sonegado, a torcida explodiu numa mistura de raiva e incredulidade.
Alguém já disse que o árbitro é o único ser inamovível, inexpugnável.
Diante dos justificáveis urros dos gremistas, seguiu apitando como quem vai catar pitanga.
Caríssimos leitores, até bola raspando na mão com o jogador de costas era pênalti.
Tudo era pênalti.
Era, pois no sábado foi inaugurada uma nova era.
O pênalti como eu conheci morreu.
Mataram o pênalti.
