Hiltor Mombach

Grêmio e Inter: é para comemorar ou ficar constrangido?

Grêmio festejou um empate diante do Flamengo e Inter ganhou de forma sofrida do penúltimo colocado

Grêmio e Inter realizam campanhas pífias no Brasileirão
Grêmio e Inter realizam campanhas pífias no Brasileirão Foto : Lucas Uebel/Gremio FBPA

O empate do Grêmio em 1 a 1 diante do Flamengo num Maracanã com mais de 60 mil pessoas deve ser tratado como uma façanha.
Trato como um feito heroico pelo abismo que separa os dois times.
Fico dividido entre a comemoração e o constrangimento.


Os dois sentimentos, conflitantes, escancaram uma realidade. Só três times arrancaram empate como visitantes diante do Flamengo. Nove perderam, sendo que quatro foram goleados.
Um, o Vitória, tomou 8 a 0.


Nem sempre foi assim.
Na década de 90, por exemplo, não trataria o empate como uma façanha .
Em 2017, o Grêmio ganhou por 3 a 1 na Arena e por 1 a 0 lá.
Fomos nos apequenando?
Não. O Flamengo se agigantou.


Ontem, finalizou 18 vezes. Volpi promoveu alguns milagres. Num único chute ao gol, de pênalti, batido por Valpi, heroi de dois setores, o gol e o ataque, veio o 1 a 1.
Não há justiça ou injustiça em futebol.


Há o resultado.
Mas o resultado não esconde uma verdade inquestionável: o Flamengo é muitíssimo superior.


VITÓRIA
O Inter sofreu até o último minuto para derrotar o penúltimo colocado, o Fortaleza, por 2 a 1.
Num Beira-Rio quase vazio, com 9.099 pagantes.
Largou na frente, levou o empate e virou.


Por pouco não levou o empate outra vez.
No momento a luta ainda contra o rodapé da tabela.
Não falta garra, empenho ao time.
Falta futebol mesmo.
Quem te viu em passado nem tão recente mais fica constrangido.

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