Hiltor Mombach

Grêmio leva a melhor numa semifinal de tirar o fôlego contra o Juventude

Gauchão será decidido, mais uma vez, em dois Gre-Nais

Juventude e Grêmio fizeram um jogo de tempos muito distintos no Alfredo Jaconi
Juventude e Grêmio fizeram um jogo de tempos muito distintos no Alfredo Jaconi Foto : Mauro Schaefer

CARLOS CORRÊA / INTERINO

Fale o que quiser, menos que o jogo entre Juventude e Grêmio, que valia uma vaga na final do Campeonato Gaúcho, não entregou o que prometia. Se não foi um jogo brilhante em termos técnicos, no quesito emoção foi um daqueles confrontos em que os torcedores de ambos os lados – e os terceiros interessados – mal viram o tempo passar.

A etapa inicial foi toda dos donos da casa. Com uma mãozinha de Luís Castro, vale dizer. Ao escalar um meio de campo com Noriega, Dodi e Arthur, o técnico português praticamente abriu mão de qualquer poder de armação na equipe. Sem saber o que fazer quando estava com a posse de bola, o Grêmio viu o Juventude dominar as ações. Ao Tricolor, restava torcer para a bola chegar a Carlos Vinícius para que ele resolvesse.

O primeiro gol surgiu em um daqueles lances que, tivesse o Grêmio ficado fora da decisão, daria muito mais repercussão. A bola bateu no braço de Viery? Bateu. No futebol brasileiro, alguns árbitros marcam pênalti nestes casos, outros não. Critério seria pedir demais. Seja como for, o gol fazia jus ao desempenho das equipes. E não seria exagero se a vantagem fosse maior.

Castro corrigiu os erros no intervalo

Veio o intervalo e Castro corrigiu os erros da escalação. Colocou Enamorado e Gabriel Mec em campo. E foi como se, a partir dali, o Grêmio apertasse o botão que finalmente ligou o time. E aí foi um amasso do Tricolor. O Juventude nem parecia o time de antes. Acuado, apenas tentava reagir às investidas do adversário. De tanto ficar atrás, viu o óbvio: o empate gremista. Que poderia ter se transformado em vitória que não seria exagero algum.

Vieram os pênaltis. Ao contrário do que muitos acreditam, não há nada de sorte, mas sim competência. Ou incompetência, depende do ponto de vista. O Grêmio foi mais competente e está na final. A nona nos últimos dez anos.

E lá vamos nós para mais dois Gre-Nais que vão decidir o campeão gaúcho. De novo.

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