Volta e meia cito uma frase do genial Nelson Rodrigues:
"O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”.
Certa feita perguntei como Romildo Bolzan seria lembrado, pelo passado ou pelo presente? Pelos títulos da Libertadores, Copa do Brasil e Recopa ou por ter rebaixado o Grêmio? Seria perpetuado pelo demérito e saqueado em seu mérito?
Dormiria chumbado ao epíteto "o presidente que rebaixou o Grêmio", sepultando todo o restante de sua gestão?
Retomo o assunto porque na montagem das chapas que irão concorrer ao Conselho parece haver um acordo tácito de descolar de Romildo, relutando em aceitar pessoas que atuaram na sua gestão.
Na gestão Romildo foi montado o último melhor time gaúcho do Brasil. Isto em 2017. O Grêmio ganhou o tri da Libertadores.
Pelo Brasileiro, bateu o Flamengo aqui por 3 a 1 e, lá, por 1 a 0.
O que se disse daquele Grêmio.
Levantamento feito pelo portal Meu Timão computou as respostas de 111 jogadores de 14 clubes das Séries A e B do Brasileiro. Em resposta à pergunta "qual foi o melhor time do Brasil em 2017?" o Grêmio liderou com 39,6%. O Corinthians, campeão do Brasileiro, com 28,8%.
O Grêmio foi o segundo melhor time do mundo em 2017 e só ficou atrás do Real Madrid na visão da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O Flamengo entrou em 6º.
Júlio Gomes, do UOL: "Grêmio campeão! Time de Renato Gaúcho foi o melhor do Brasil em 2017." Mais: "Tricolor gaúcho foi o único time do país a jogar bola, de forma ativa, sem ficar apostando no jogo reativo".
Do jornal espanhol El País: "Grêmio, o time copeiro que se rendeu ao futebol ofensivo para conquistar a América. Sem perder a alma de clube brigador, o tricolor gaúcho chega ao tri da Libertadores esbanjando técnica e toque de bola refinado".
Há oito anos, na gestão Romildo, foi montado o melhor time do Brasil. Não faz tanto tempo assim. Algo impensável hoje aconteceu por aqui. E o Grêmio estava longe de ser o clube mais rico.
