Hiltor Mombach

Grêmio paga R$ 100 milhões em dívidas atrasadas. Leia também o retruque

Em apenas três meses no cargo, a nova gestão do Grêmio afirma já ter pago R$ 100 milhões em dívidas atrasadas.

Foto : Fabiano do Amaral

Em apenas três meses no cargo, a nova gestão do Grêmio afirma já ter pago R$ 100 milhões em dívidas atrasadas.
Os 10 milhões de euros (cerca de R$ 61 milhões) doados pelo empresário Marcelo Marques na gestão Guerra para comprar um jogador (seria Roger Guedes) serviram para pagar contas.
Entre os atrasados, R$ 600 mil para fornecedor de alimentos.
Importante dirigente da gestão anterior assume que foram deixadas dívidas.
Retruque: "Saímos em dezembro de 2025.
Poderíamos ter vendido Alysson, acertado com a "ticketeira", vendido o patrocínio máster…
Deixamos tudo para quem assumiu.
Deixamos ativos como Gabriel Mec, Tiaguinho, Luis Eduardo…
Cada um com proposta de sete milhões de euros. Deixamos a base para o time conquistar o Gauchão.
Quando Guerra assumiu, a primeira coisa que fez foi buscar R$ 50 milhões nos bancos para pagar salários.
Um mês depois, buscamos mais R$ 30 milhões.
O Aston Villa, da Inglaterra, pagou 10 milhões de euros por Alysson.
O ingresso da "ticketeira" rendeu R$ 45 milhões em luvas.
O Grêmio ainda procura uma casa de apostas para ser o patrocinador máster.
Poderá receber entre R$ 30 e R$ 50 milhões/ano.
SOBRE DÍVIDAS
Em 2003, Flávio Obino assumiu como presidente no lugar de José Alberto Guerreiro.
Entre as heranças, pegou uma folha mensal superior a R$ 2 milhões e alguns jogadores recebendo mais de 200 mil dólares por mês.
Sem grana e com o clube falido, reduziu a folha para R$ 500 mil.
Certa feita escrevi que "Obino ficou marcado como o presidente que levou o clube para a Série B.
Há um Obino perpetuado pelo demérito e saqueado em seu mérito.
Obino dormirá para sempre chumbado ao epíteto 'o presidente que rebaixou o Grêmio.
Essa verdade sepulta todo o restante de sua gestão e aqui o pecado maior: há quem transfira para outros merecimentos seus. Sua gestão reveleu Cássio, Lucas, Carlos Eduardo, Léo, Felipe Mattione e Anderson.
Vieram depois Paulo Odone e Duda Kroeff, apagadores de incêndio.

Odone retornou (2011-2012) e, no final desta gestão, terminou de pagar o funesto, mas salvador, condomínio de credores.
Fábio Koff entrou em 2013.
Deixou um déficit superior a R$ 30 milhões.
Romildo saiu também deixando o Grêmio no vermelho.
Apostei certa feita que com Guerra e seus pares não seria diferente.
A dívida tem origem na própria fundação do clube.