Depois de fazer 2 a 0 no Atlético Mineiro em Porto Alegre, o Grêmio faz, neste sábado, o segundo confronto das semifinais da Copa do Brasil, agora atuando em Minas Gerais. A vantagem é boa, porém o confronto é dos mais complicados.
Nos 2 a 0 em casa o Grêmio não jogou bem, mas foi cirúrgico na finalizações: das três, duas acabaram nas redes. O Galo, melhor em campo, finalizou 21 vezes.
Uma das narrativas do futebol diz que, em decisões assim, se o time não levar gol nos primeiros 15 ou 20 minutos, o nervosismo some e fica menos complicado resistir.
Tudo o que o Grêmio não pode é largar atrás no começo da partida. Repito: a vantagem é interessante, mas a equipe inconfiável.
O Grêmio vive um final de temporada maluco. Decide neste sábado uma semifinal de campeonato e, por outro lado, está na zona de rebaixamento de outro, o Brasileiro.
A Copa do Brasil garante vaga na Libertadores aos dois finalistas desde que estejam na Série A. Na outra semifinal, jogam Vasco da Gama e Palmeiras. O time do Rio de Janeiro também corre risco de cair.
A Copa do Brasil paga R$ 78 milhões ao campeão e R$ 34 milhões ao vice. O Grêmio tem cinco títulos e o Galo, dois.
O time mineiro está envolvido em três competições. Ocupa o 7º lugar do Brasileiro, com 50 pontos, está na semifinal da Copa do Brasil e, no dia 21 deste mês, decide o título da Sul-Americana diante do Boca Juniors.
No quadro ao lado o leitor confere o risco de rebaixamento do Brasileiro quando restam apenas quatro partidas, 12 pontos para serem disputados, e a tabela até o final.
Os percentuais do momento apontam que, quem fizer 44 pontos, permanece na Série A. O Inter precisa de mais seis, duas vitórias, e o Grêmio de sete, duas vitórias e um empate.
Na temporada passada, o Inter escapou do rebaixamento com 44 pontos. Os indicativos são de que Grêmio e Inter terão drama até a última rodada, em 2 de dezembro.
