Hiltor Mombach

Grenalizando estreias

Não gosto de grenalizar.
Porém muitas vezes não encontro outra alternativa.
Já disse que o Inter de Odair melhorou em relação a ele mesmo e estacionou.
Portanto já comparei o Inter ao Inter.
Para ficar na aldeia, comparo o Inter ao Grêmio.
Comparando os números do Footstats (posse de bola, finalizações, passes certos...) das estreias de Grêmio e Inter no Gauchão com seus time titulares bati num ditado:
estatística é como o biquíni, mostra muito, mas oculta o essencial.
A estatística não mostra a mecânica de jogo de cada um.
O Inter que levou uma virada de 2 a 1 do Pelotas foi o mais do mesmo, um repeteco dos vícios cometidos no Brasileiro de 2018;
o Grêmio que aplicou 3 a 0 também foi um repeteco, mas de virtudes.
Se Montoya e Vizeu aprovarem e se Luan decidir jogar o futebol que o consagrou como o Rei da América o Grêmio tem tudo para realizar uma grande temporada.
A engrenagem segue lubrificada.
Já o Inter não tem uma engrenagem.
E Odair não irá encontrá-la se continuar repetindo time e fórmula do ano passado.

O Grêmio teve 57.1% de posse de bola diante do Juventude, com seis finalizações certas e seis erradas e 495 passes certos (27 errados).
O pico de posse de bola se deu nos primeiros 5min: 78,8%.
O Inter teve 69,5% de posse de bola, oito finalizações certas e sete erradas, 554 passes certos e 36 errados, com pico de 84,6% de posse de bola.

O Grêmio tem mais consistência em todos os setores.
Num comparativo com o Inter, é bem melhor no meio de campo e chega ao ataque com muito mais facilidade.
A mecânica de jogo, ou a engrenagem, funciona bem desde 2016.
Mesmo com a troca de jogadores em algumas funções.
Possui um futebol cinco oceanos mais vistoso.