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Prezado Hiltor
Tomei conhecimento da opinião do conselheiro Gustavo Schmitz através da tua coluna/blog e, pasmo, não consegui ficar calado.
Primeiro, porque se trata de uma opinião, data vênia, pífia e falaciosa, eis que partindo de um membro do grupo que quis, há pouco tempo, aprovar uma mudança estatutária no Grêmio para EXTINÇÃO da cláusula de barreira nas eleições.
Isto mesmo: ele apoiou a CLÁUSULA ZERO! Ou seja, jamais haveria a eleição de 100% de uma chapa.
Depois, porque a confiabilidade deste conselheiro já beirou ao descrédito total, em episódio envolvendo a divulgação de balancetes do clube, quando ele fazia parte do Conselho Fiscal. Este assunto ficou conhecido como "a pegadinha do Jacobus".
Terceiro, porque são exatamente atitudes como estas (me refiro tão somente a esta "opinião" com relação à greve dos Correios e a parcial conquista da chapa 7) que ajudam a desunir - cada dia mais - o Grêmio.
Recentemente, quando renunciei ao cargo de conselheiro - com os motivos sendo claramente divulgados; assim como pedi que não fosse incluído na relação dos candidatos dos grupos que me convidaram; o fiz, TAMBÉM, enojado com a hipocrisia reinante na convivência que deveria ser fraterna entre os gremistas que representam a torcida: os conselheiros.
Pois, bastou o citado senhor obter parte dos assentos no Conselho Deliberativo para seus companheiros de política, e aproveitou-se, de modo oportunista, para vir denegrir a votação alcançada pelos seus adversários de eleição.
É, ou não, um desrespeito à vontade do associado?
Ora, imagine se o grupo do Bellini tivesse o apoio da máquina e da mídia, como teve a chapa 2, abraçada por ilustres personalidades tricolores, qual teria sido o resultado da eleição?
Lembro que na renovação anterior, SEM GREVE DOS CORREIOS, a chapa liderada pelo Homero Bellini obteve 100% das cadeiras em jogo. E o percentual era de 30%, ao invés dos atuais 20%.
Portanto, ao ler e escutar uma opinião tão "relevante" quanto a do senhor Schmitz, vejo que a minha decisão de afastar-me da politica gremista foi corretíssima, pois o ranço e o ódio existentes jamais permitirão que a paz e a união possam conviver no clube.
É lamentável! Pois a entidade - mais uma vez - é quem perde.