A pelada ia para os finalmentes, Boa e Inter empatavam um jogo que mais parecia de Série Z, quando revirei minha memória em busca de uma partida onde o time treinado por Guto tivesse sido uma máquina avassaladora. Achei vitórias de lavar a alma, como os 3 a 0 contra o Goiás. De lavar a alma menos por ter sido contra o Goiás e mais porque do outro lado estava Argel.
O Inter engrenou não engrenando.
Lidera apertado a Série B com 58 pontos (em 2008 o Corinthians era primeiro na 30ª rodada com 64 pontos, nove a mais do que o segundo colocado), talvez levante o caneco, mas encantar, não encanta.
O Inter é um estranho no ninho na Série B.
Mesmo assim tropeça contra rivais infinitamente inferiores, de orçamento pobre, sem tradição, torcida...
Jogou descansado (a última partida havia sido no dia 9) contra um Boa que retornou domingo de Natal.
Acreditem: o modestíssimo e esgotado Boa foi melhor em campo.
Ninguém irá tirar o mérito de Guto de ter subido o Inter.
A questão é saber se Guto tem mérito para prosseguir no Inter em 2018.
Por favor, não serve a desculpa de que o time entrou em desfalcado de Rodrigo Dourado, Edenílson e Leandro Damião.
Quem assistiu sabe do que estou falando.
