Hiltor Mombach

Há algo de podre é não é no reino da Dinamarca

Di o ditado que o modesto só é modesto porque quer ouvir o elogio duas vezes.
Serei imodesto, portanto.
Há décadas venho confessando aqui teorias conspiracionistas.
Para muitos procuro pelo em ovo, vejo chifre em cabeça de cavalo.
Vai tempo relatei em um programa minha paranoia.
Percebi que um dirigente abriu um sorrisinho irônico, como quem diz “isto é coisa da tua cabeça”.
Coisa do dedão do pé é que não poderia ser.
Hoje sou seguido de uma comitiva pomposa.
Muitos me parabenizam, me dão razão, mesmo que tardiamente.
Sou um tipo de Nostradamus moderno.
Apenas retruco dizendo: eu estava certo!
O que segue foi retirado do site UOL em 10/11/2017.
“O diretor-executivo da Chapecoense, Rui Costa, recomenda que o Grêmio fique bem atento para os bastidores que cercarão a final da Libertadores contra o Lanús.
O dirigente diz que o episódio em que sua equipe foi eliminada da competição sul-americana no tapetão deixa clara a força dos argentinos na Conmebol.
“O que eu vi lá nos autoriza que eu diga isso sem ser leviano.
Os dirigentes do Lanús entraram no espaço restrito da arbitragem, o que não é permitido por lei.
Eles queriam desautorizar um jogador que já estava autorizado pelo delegado e conseguiram.
Essa foi a minha quarta Libertadores, já vi muita coisa.”
E essa foi uma atuação forte de um clube que não quer perder.”
O Grêmio chora uma penalidade escandalosa não marcada contra o Lanús que muito possivelmente seria transformada no segundo gol, vantagem quase impossível de ser desfeita no jogo decisivo, na Argentina.
O River Plate só não chorou pelo mesmo motivo de vergonha, pois havia permitido uma virada de 4 a 2 no segundo confronto contra este mesmo Lanús pela semifinal.
Houve pênalti claríssimo para o River Plate aos 40min do primeiro tempo, quando vencia por 2 a 0.
Não foi marcado. Marcone toca a bola com o braço esquerdo dentro da área.
Até os quero-queros de Barão pediram pênalti.
Falhou o juiz e o árbitro de vídeo.
Se o confronto tivesse terminado 4 a 3 o River seria o finalista.
Há algo de podre é não é no reino da Dinamarca.