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Todos sabem que sou favorável ao sistema mata-mata. Quero uma fórmula que imite o Brasil: quanto mais injusta e formulista, melhor! Sei que estou na contramão da maioria. A maioria tem a convicção absoluta de que o Brasileiro por pontos corridos é o mais justo. Como se a disparidade na distribuição das cotas de TV já não estabelecesse cinco oceanos de desigualdade. Este campeonato que terminou antes de ter terminado com o Cruzeiro campeão vai tempo mostra que tem algo de podre e não é no reino da Dinamarca. Eram 4min finais, o Vasco vencia o Cruzeiro por 2 a 0, quando a TV flagrou Júlio Batista dizendo para Cris: “Faz logo outro gol, faz logo outro”. A frase, explícita, ganhou patética defesa na Vênus Platinada: “Tem que saber qual é o contexto”. O retruque do hoje comentarista Roger colocou os pingos nos is: “O contexto está claro. É exatamente isto: faz logo outro para que a vida do Vasco fique mais tranquila. Infelizmente quando define um campeonato tão rápido tem times que vão levar vantagem ou não”. Esta reta final é um escândalo de desequilíbrio. A Ponte Preta encarou o Grêmio descontada por estar na semifinal da Sul-Americana. O Grêmio não aproveitou e ficou no empate. Há um batalhão de coadjuvantes só pensando em 2014 quando, na fórmula do mata-mata, estariam matando e se matando para ficar entre os oito.