Hiltor Mombach

Há algo de podre

Todos sabem que sou favorável ao sistema mata-mata.
Quero uma fórmula que imite o Brasil: quanto mais injusta e formulista, melhor!
Sei que estou na contramão da maioria.
A maioria tem a convicção absoluta de que o Brasileiro por pontos corridos é o mais justo.
Como se a disparidade na distribuição das cotas de TV já não estabelecesse cinco oceanos de desigualdade.
Este campeonato que terminou antes de ter terminado com o Cruzeiro campeão vai tempo mostra que tem  algo de podre e não é no reino da Dinamarca.
Eram 4min finais, o Vasco vencia o Cruzeiro por 2 a 0, quando a TV flagrou Júlio Batista dizendo para Cris:
“Faz logo outro gol, faz logo outro”.
A frase, explícita, ganhou  patética defesa na Vênus Platinada: “Tem que saber qual é o contexto”.
O retruque do hoje comentarista Roger colocou os pingos nos is:
“O contexto está claro.
É exatamente isto: faz logo outro para que a vida do Vasco fique mais tranquila.
Infelizmente quando define um campeonato tão rápido tem times que vão levar vantagem ou  não”.
Esta reta final é um escândalo de desequilíbrio.
A Ponte Preta encarou o Grêmio descontada por estar na semifinal da Sul-Americana.
O Grêmio não aproveitou e ficou no empate.
Há um batalhão de coadjuvantes só pensando em 2014 quando, na fórmula do mata-mata, estariam matando e se matando para ficar entre os oito.