Há dirigentes que escondem a crise. Outros, que a escancaram. Questão de estilo. Fábio Koff costumava driblar o ditado gremista que mandava não dar publicidade aos “assuntos de economia interna”. Ao herdar o clube das mãos de Rafael Bandeira dos Santos, disse que a instituição estava quebrada. Mais recentemente deu um recado curto e grosso que abalou as estruturas, foi quando afirmou que a Arena não era do Grêmio. O número de sócios começou a despencar. Era para ser um tiro na OAS. Saiu pela culatra.
Odorico está estreando no futebol. Teve um bom professor: Preis. Odorico vende o peixe de que está tudo bem financeiramente: “Ultrapassamos aquele momento em que tínhamos que aceitar a oferta que viesse”. Sugere que há dinheiro.
O Grêmio antecipou luvas da TV de 2018. Pegou R$ 15 milhões para pagar o 13° e direito de imagem. Os R$ 12 milhões da TV pelo Gauchão (com a cobrança de 10% de taxas, sobram R$ 10,8 milhões) já estão comprometidos. Devem ir para o empresário que vem ajudando o clube a contratar jogadores.
Há uma tendência de aumento do déficit, que hoje fica em tornos dos R$ 5 e 6 milhões/mês. Para começar bem 2017, o clube precisaria de R$ 40 milhões.
Se Odorico vender o peixe de que a situação financeira é boa, ou pelo menos razoável, o torcedor ficará sem entender por que motivo, então, não desembarcam atacantes tipo Pratto, por exemplo. E em tempos de obrigatoriedade da publicação de balancetes e balanços oficiais no site, pouco há para se esconder.
