Hiltor Mombach

Há previsões que você faz e torce para errar

Em 2003, quando da extinção do mata-mata e da aprovação da fórmula de pontos corridos, sentenciei que não veríamos Inter e Grêmio festejar um título do Brasileiro pelos próximos 100 anos

Há previsões que você faz e torce para errar.
Em 2003, quando da extinção do mata-mata e da aprovação da fórmula de pontos corridos, sentenciei que não veríamos Inter e Grêmio festejar um título do Brasileiro pelos próximos 100 anos.
De lá para cá os paulistas ficaram com dez canecos, os cariocas com cinco e os mineiros com quatro. 
Dos quatro estados que detém o poder do futebol nacional só o Rio Grande do Sul não conquistou o Brasileiro por pontos corridos.
Deve haver uma explicação.
Ou várias.
No mínimo, deveríamos estar empatados com Minas Gerais, que, como aqui, possui dois times grandes, um deles na Segundona. 
Não se trata de profecia à Nostradamus, de esoterismo, mas de previsão com dado. Aristóteles já preconizava: a igualdade consiste em tratar os iguais igualmente e os desiguais na medida de sua desigualdade.
O Brasileiro é desigual.
Isto não retira a falta de competência de Inter e Grêmio.
Mas é inegável que se trata de um campeonato desigual.
O Brasileiro de 2022 não começou e já tenho a convicção absoluta de que o caneco não virá para o RS.
A coluna acima vem sendo atualizada desde 2003.
Este ano não teremos o Grêmio no Brasileiro da Série A.
O Juventude estará presente e, mais uma vez, sua tarefa será não cair.
O Inter? Não pode com Galo, Palmeiras, Flamengo e Corinthians. Mais: se está penando no ruralito, é de se esperar que tenha dificuldade no nacional.