Começo com a manchete de um jornal da Espanha: “Que baile do Brasil”.
A seleção feminina de futebol está na final dos Jogos de Paris.
Uma finalista mais do que improvável depois do que se viu na primeira fase.
Depois de vencer a Nigéria o Brasil perdeu para o Japão por 2 a 1 e para a Espanha por 2 a 0.
Passou como melhor terceiro.
Pois garantiu a vaga justamente vencendo a Espanha por 4 a 2.
Nas semifinais havia batido a França por 1 a 0.
França que não passou nem com a ajuda descarada da árbitra que deu 19 minutos de desconto.
Nesta terça-feira a facilidade foi tamanha que assustou.
Porque o Brasil empilhou chances, foi perdendo gols e ficava um sentimento de que quem não faz, leva.
O primeiro tempo virou 2 a 0.
Poderia ter virado 4 a 0.
Aos 5 minutos gol de Irene Paredes.
A goleira Cata Coll falhou feio.
Aos 48 gol de Gabi Portilho.
O segundo tempo começou com gostinho de quero mais.
Aos 25 minutos gol de Adriana Priscila: 3 a 0.
Para aliviar o sufoco de quem, como este blogueiro, achava que estava tão fácil que poderia dar zebra.
Aos 39 Paralluel descontou: 3 a 1.
Aos 40 Bonmatí acertou o travessão.
Aos 41 Putellas mandou uma bomba e Lorena salvou.
Aos 45 gol de Kerolin: 4 a 1.
A apitadora localista Rebecca Welch (Inglaterra) tenha dado absurdos 15 minutos de acréscimos.
Para ver se complicava a vida do Brasil.
Aos 56 min gol de Paralluelo: 4 a 2.
As meninas do futebol do Brasil estão na final.
O futebol masculino nem vaga garantiu.
Agora é Brasil x EUA no sábado.
A prata está garantida.
