O canto forte de 31.967 torcedores no Allianz Parque abafava a voz dos repórteres.
O áudio deveria vazar o Hino Nacional do Brasil, mas ao invés de “ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heroico o brado retumbante” se ouvia “meu Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeiras”.
Em Brasil 3 x 0 Argentina, com 53 mil pessoas no Mineirão, falou mais alto a rivalidade mineira entre Galo e Cruzeiro.
Na hora do Hino Nacional, na parte “a imagem do cruzeiro resplandece”, os cruzeirenses gritaram com força, sendo vaiados pelos atleticanos.
Juca Kfouri escreve sobre o assunto no UOL:
“Não é de hoje que observo ser uma estultice a legislação que obriga a execução do Hino Nacional antes dos jogos, tolice agravada nos estados em que se obriga, também, tocar o hino estadual. A intenção das leis pode até ser boa, a de estimular o civismo, o respeito aos símbolos.”
E sugere que “diante do desrespeito, melhor aboli-los dos estádios”.
Por aqui, o Hino Rio-Grandense abafa o Hino Nacional.
Durante a Copa, falhou o sistema de som do Beira-Rio na hora de tocar hinos de Honduras e França. “Aqui na República Rio-Grandense, só toca o nosso hino” disse uma torcedora, sem nenhum constrangimento.
Pagamos mico no exterior e achamos bom.
