Hiltor Mombach

Histórias do TJD/FGF e outras

“Caro jornalista,
1963. Ortunho havia sido expulso. O Grêmio precisava dele para o próximo jogo. O Grêmio decide entrar com efeito suspensivo da pena, mas, sabedor de que o relator do processo no TJD/FGF era colorado fanático, resolve enviar dois dos seus advogados para conversar com o referido relator Togo Lima Barbosa, sobre a eventual admissibilidade do recurso. Conversa realizada na residência do relator, eu que havia assistido a tudo, sentado ao canto da sala, depois que os advogados se retiraram, falei: - Pai, tu vais atender esses caras? Resposta: - Se eles tiverem direito, por que não? Foram atendidos.
1964. TJD outra vez. Haviam jogado Inter e Cruzeiro no estádio da Montanha. O Inter venceu por 1 x 0 e precisava demais desse resultado. Entretanto, o jogo foi para no TJD por uma irregularidade no gol do Inter. O mesmo relator, Togo Lima Barbosa, votou pela anulação do gol, atendido pelos demais membros do tribunal. Tudo por causa do “se tiverem direito, por que não?”. Esse fato fez com que a torcida do Inter distribuísse panfletos por Porto Alegre, convidando para o enterro do relator acima mencionado.
Não pensaria hoje, que os membros atuais do TJD pudessem agir de outra forma. Quem assim pensa, só pode ser gremista!!!
Mário César Degrázia Barbosa”.
O autor do texto mora em Brasília, é torcedor do Internacional e natural de Itaqui, Rio Grande do Sul. Tem 69 anos e é aposentado. Mário César Degrázia Barbosa disse que foi esta frase (se tiverem direito, por que não?) dita por seu pai que o levou a cursar a faculdade de Direito. Ele atuou como advogado da União. Togo Lima Barbosa, já falecido, foi prefeito de Itaqui, promotor público, procurador do Estado e corregedor do Ministério Público.
Falei por telefone com Mário César Degrázia Barbosa. Depois da conversa, encontrei a seguinte história na Internet.
“O advogado criminalista gaúcho, Togo Lima Barbosa, ex-procurador de justiça, ex-corregedor jurídico da Procuradoria Geral da República, ex-prefeito de sua terra, estava defendendo um cliente no Tribunal do Júri, no Fórum de Itaqui, com o plenário lotado e as janelas abertas para a rua.
No momento mais empolgante da peroração, para surpresa geral, um burro (ou jegue) começou a zurrar numa carroça que passava por perto.
O jovem promotor, querendo ser espirituoso, para desviar a atenção do advogado aparteou:
”Olha aí, doutor, estão aparteando Vossa Excelência!”
O criminalista Togo, com a estampa de tribuno grego, devolveu na hora:
”Isso não me surpreende, pois não é o primeiro burro que me aparteia hoje!”