Dias atrás comecei a coluna com um trecho de Nelson Rodrigues.
Faço o mesmo neste domingo:
"Pode parecer uma verdade exagerada, violentada, mas eu diria o
seguinte: no Brasil, a glória está mais no insulto do que no elogio. Se não
me entendem, paciência. Mas ouçam uma boa e honrada conversa de
brasileiros com brasileiros. Reparem como nós cochichamos o ditirambo e
berramos o ultraje. Por coincidência, só ultrajamos os melhores.
Eu diria ainda que a nossa reputação é a soma dos palavrões que
inspiramos nas esquinas, salas e botecos."
Giovanni Luigi foi flagrado assistindo Inter x Atlético-MG no Beira-Rio entre os torcedores.
Isto na quarta-feira.
Um amigo meu, Felipe Vieira, enviou uma foto que parou no meu blogue.
A foto sugeriu que este colunista estava elogiando o ex-presidente colorado.
Quem entendeu assim não errou.
Não é todo dia que se vê um dirigente de futebol no meio da multidão.
Quem faz isto carrega uma consciência limpíssima.
O elogio despertou em muitos uma cólera animalesca.
Como então eu me atrevia a elogiar Luigi, cujo segundo mandato foi desastroso?
Vivemos num mundo irascível.
Se fulano sussurra um palavrão logo é imitado com beltrano berrando um palavrão ainda mais pesado.
E assim, como em ondas, os palavrões vão se sucedendo.
Vence quer proferir o insulto mais grave.
Quem profere o insulto mais grave se acha o tal, o bambambã.
A insulto gratuito atropela os fatos, pisoteia a verdade. V
Vamos aos fatos, à verdade.
Não sou amigo de Luigi.
Apenas conheço Luigi como conheço centenas de outros dirigentes e ex-dirigente.
Assisti o seu calvário quando da reforma do Beira-Rio.
Ele peitou a construtora Andrade Gutierrez.
Com o estádio fechado e o Inter nômade, o time degringolou.
Critiquei Luigi aqui mesmo dezenas de vezes.
Muitas, de forma ácida.
Cometeria um pecado gravíssimo se não reconhecesse este seu mérito impagável de peitar a Andrade Gutierrez.
O resultado do peitaço os colorados conhecem e se orgulham.
Como não reconhecer também esta herança maravilhosa que começa com Alisson, passa por Willian e segue com Dourado, Sashua, Valdívia...
Pode parecer uma verdade exagerada, violentada, mas eu diria o
seguinte: hoje, a glória só está no insulto.
Até o elogio deflagra o insulto.
Hoje, é preciso ter coragem para elogiar.?
Faço o mesmo neste domingo:
"Pode parecer uma verdade exagerada, violentada, mas eu diria o
Isto na quarta-feira.
Um amigo meu, Felipe Vieira, enviou uma foto que parou no meu blogue.
A foto sugeriu que este colunista estava elogiando o ex-presidente colorado.
Quem entendeu assim não errou.
Não é todo dia que se vê um dirigente de futebol no meio da multidão.
Quem faz isto carrega uma consciência limpíssima.
O elogio despertou em muitos uma cólera animalesca.
Como então eu me atrevia a elogiar Luigi, cujo segundo mandato foi desastroso?
Se fulano sussurra um palavrão logo é imitado com beltrano berrando um palavrão ainda mais pesado.
E assim, como em ondas, os palavrões vão se sucedendo.
Vence quer proferir o insulto mais grave.
Quem profere o insulto mais grave se acha o tal, o bambambã.
A insulto gratuito atropela os fatos, pisoteia a verdade. V
Vamos aos fatos, à verdade.
Não sou amigo de Luigi.
Apenas conheço Luigi como conheço centenas de outros dirigentes e ex-dirigente.
Assisti o seu calvário quando da reforma do Beira-Rio.
Ele peitou a construtora Andrade Gutierrez.
Com o estádio fechado e o Inter nômade, o time degringolou.
Critiquei Luigi aqui mesmo dezenas de vezes.
Muitas, de forma ácida.
Cometeria um pecado gravíssimo se não reconhecesse este seu mérito impagável de peitar a Andrade Gutierrez.
O resultado do peitaço os colorados conhecem e se orgulham.
Como não reconhecer também esta herança maravilhosa que começa com Alisson, passa por Willian e segue com Dourado, Sashua, Valdívia...
Até o elogio deflagra o insulto.
Hoje, é preciso ter coragem para elogiar.?
