Hiltor Mombach

Igual, mas diferente

* Carlos Corrêa / interino 

O Campeonato Gaúcho que se avizinha traz consigo algumas características interessantes e diferentes em relação aos anteriores. Na prática, todas em função de três fatores: as mudanças na Libertadores, o título do Grêmio na Copa do Brasil e o rebaixamento do Inter para a Série B. Time por time, o Grêmio inicia a competição como franco favorito — o que não significa muita coisa, é bem verdade, visto que nos últimos anos também iniciou e não venceu.

Não tivesse no final do ano passado conquistado a Copa do Brasil, e o peso de um jejum de título colocaria 300kg nas costas do Tricolor. Mas o Grêmio venceu, e o peso agora é infinitamente menor, mesmo que o clube não levante a taça regional há seis anos. Aliás, impedir um eventual heptacampeonato colorado talvez seja uma meta que empolgue mais o torcedor do que simplesmente a conquista por si só. Mas há uma Libertadores no meio disso.

Ainda que a fórmula tenha sido alterada e a competição se alongue por todo o 2017, a possibilidade de conflito de datas é imensa, já que os jogos finais da fase de grupos da Libertadores tendem a ficar em datas aproximadas às finais do Gauchão. E o Inter, onde fica nisso? A possibilidade de sagrar-se hepta seria motivação suficiente para dar importância à competição. No entanto, no Beira-Rio a temporada tem um único propósito e para este objetivo estão voltadas todas as forças; voltar à Série A. Assim, equilibram-se as forças. Isso sem contar possíveis surpresas do Interior